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Parecer técnico sobre doenças fúngicas transmitidas por aves

Os pombos (Columba lívia, Zenaida auriculata) e outras espécies silvestres podem estar relacionados à eco-epidemiologia de algumas doenças infecciosas, principalmente Criptococose, Histoplasmose, Salmonelose, Ornitose e doenças alérgicas no Brasil, e em outros países à Febre do Nilo Oriental e à Gripe Aviária.

A criptococose, na maioria das vezes, é causada por Cryptococcus neoformans enquanto que o agente da histoplamose é o Histoplasma capsulatum. Dentro do gênero Cryptococcus são identifcadas mais de 38 espécies. O complexo Cryptococcus neoformans inclui duas espécies patogênicas importantes: C. neoformans e C. gatii. Outras espécies também já foram isoladas das fezes de aves, solo e vegetais.

A falta de evidência de transmissão pessoa-pessoa, sustenta a hipótese de que a infecção se adquire do meio ambiente por inalação. O papel das pombas como portadoras de fungos patogênicos foi estabelecido por Emmos em 1955, quando se isolou C. neoformans das excreções das pombas urbanas (Colombia lívia), sendo o primeiro a estabelecer a relação existente e atualmente
consolidada entre o microrganismo e as fezes dessas aves. A levedura pode ser detectada nas excretas na sombra, secas ou úmidas por mais de anos. Achava-se que a exposição ao sol poderia ressecar as fezes e inibir o crescimento do fungo, porém espécies como C. neoformans são capazes de produzir pigmentos melanóides no solo e sobreviver à radiação solar. O pó veicula leveduras do solo de 1-2 micras de diâmetro e acapsuladas, o que lhes permitem alcançar facilmente o espaço alveolar quando inaladas.

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(Fonte: Sociedade Brasileira de Infectologia)

 

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